O mercado mundial de fertilizantes vive um período de incerteza. A instabilidade geopolítica no Oriente Médio continua pressionando a oferta de enxofre, matéria-prima utilizada na fabricação de fertilizantes fosfatados solúveis, aumentando a preocupação com custos e disponibilidade de insumos para a próxima safra.
No Oeste da Bahia, uma das principais fronteiras agrícolas do país, onde soja, milho e algodão sustentam uma produção altamente tecnificada, o planejamento da adubação tornou-se ainda mais estratégico.
Foi justamente esse o tema da entrevista concedida pelo diretor comercial da Itafos, Roberto Barretto, à Rádio Vale. Durante a conversa, ele explicou como o uso do fosfato natural reativo vem permitindo que muitos produtores reduzam custos, construam fertilidade do solo e diminuam a dependência das oscilações do mercado internacional.
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Segundo Barretto, a preocupação do produtor vai além do aumento dos preços. A disponibilidade do produto também passou a ser um fator decisivo para quem precisa garantir a implantação da próxima safra.
Para minimizar esse risco, a Itafos adotou uma estratégia de antecipação das compras de enxofre no mercado internacional e reforçou seu compromisso de comercializar apenas volumes compatíveis com sua capacidade de produção.
“Estamos fazendo todo o esforço para manter nossa produção e garantir o atendimento aos clientes, mesmo diante dos desafios enfrentados pelo mercado internacional”, afirmou.
A estratégia ganha importância em um momento em que parte da indústria reduziu operações ou anunciou paralisações temporárias em função das dificuldades de abastecimento.
Fosfato natural reativo amplia espaço nas lavouras
Entre as alternativas apresentadas pela empresa está o I-Active, fosfato natural reativo produzido pela Itafós.
O diretor explica que o fertilizante apresenta liberação gradual do fósforo, disponibilizando aproximadamente metade do nutriente no primeiro ano, parte no segundo e concluindo seu ciclo posteriormente, característica que favorece programas de fertilidade de longo prazo.
Esse comportamento permite ao produtor realizar a fosfatagem com menor custo quando comparado às fontes tradicionais utilizadas exclusivamente para correção do solo.
Solução para soja, milho e algodão
O Oeste da Bahia reúne algumas das maiores produtividades brasileiras de soja, milho e algodão, culturas altamente exigentes em fósforo durante o estabelecimento inicial das plantas.
Por isso, o correto manejo desse nutriente influencia diretamente o desenvolvimento radicular, a eficiência da absorção de água e nutrientes e, consequentemente, o potencial produtivo das lavouras.
Na avaliação do diretor comercial da Itafós, utilizar estratégias de adubação adaptadas às características do solo pode representar uma importante ferramenta para aumentar a rentabilidade do produtor.
Produção próxima reduz riscos logísticos
Outro diferencial destacado por Barretto é a localização da unidade industrial da Itafos, em Arraias (TO), próxima às principais regiões produtoras do Matopiba.
A curta distância entre a fábrica e municípios como Luís Eduardo Magalhães reduz o tempo de transporte, melhora a previsibilidade das entregas e diminui a dependência de fertilizantes importados.
Além da unidade industrial, a empresa mantém uma estrutura comercial e técnica instalada em Luís Eduardo Magalhães para atender produtores da região.
Antecipação continua sendo a melhor estratégia
Roberto Barretto reforçou que o atual cenário exige planejamento e escolha criteriosa dos fornecedores.
Segundo ele, conhecer a origem dos fertilizantes, visitar a estrutura industrial e antecipar a aquisição dos insumos são medidas que ajudam o produtor a reduzir riscos em um mercado cada vez mais sujeito às oscilações internacionais.
Para a Itafos, combinar produção nacional, proximidade logística e soluções adaptadas às condições do Cerrado representa um caminho para oferecer maior previsibilidade ao agricultor e contribuir para a competitividade das lavouras de soja, milho e algodão do Oeste da Bahia.



