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Fosfato natural é alternativa durante crise do SSP, afirma diretor da Itafos

Em entrevista à Rádio Moderna FM, a Itafos reforçou o papel do fosfato natural reativo como alternativa estratégica para reduzir custos e aumentar a segurança no fornecimento de fertilizantes.

A Itafos voltou a ganhar destaque no debate sobre segurança no fornecimento de fertilizantes durante entrevista à Rádio Moderna, de Luís Eduardo Magalhães (BA). Em meio às preocupações do agronegócio com a escalada das tensões no Oriente Médio e os impactos sobre o mercado global de enxofre, a companhia reforçou o papel do fosfato natural reativo produzido em Arraias (TO) como alternativa para o produtor rural reduzir custos e diminuir a dependência de matérias-primas importadas.

Acompanhe a entrevista na íntegra:

Durante a conversa com os radialistas Oliveira Xavier e Chico Duvalle, da Rádio Moderna FM, o diretor comercial da empresa, Roberto Barreto, explicou que o atual cenário geopolítico já provoca reflexos importantes no mercado de fertilizantes, especialmente nos fosfatados.

O executivo destacou que a preocupação é ainda maior justamente no momento de compra dos fertilizantes fosfatados para a próxima safra. Com a alta do ácido sulfúrico, insumo essencial para produção do SSP, produtores passaram a buscar alternativas capazes de manter produtividade sem elevar excessivamente o custo operacional.

Foi nesse contexto que a Itafos reforçou o potencial do I-Active, fertilizante desenvolvido a partir do fosfato natural reativo extraído da mina da companhia no Tocantins. Barreto explicou que o minério da Itafos possui características diferentes da maior parte das jazidas brasileiras por ter origem sedimentar, o que proporciona maior solubilidade natural do fósforo.

“O produtor não pode sair comprando qualquer matéria-prima achando que vai ter solubilidade. É importante entender a origem e a eficiência agronômica do produto”, ressaltou.

A entrevista também destacou o crescimento da atuação da Itafos no Oeste da Bahia. A companhia mantém escritório comercial em Luís Eduardo Magalhães e vai mais uma vez participar da Bahia Farm Show, entre os dias 8 e 13 de junho, reforçando a estratégia de proximidade com os produtores da região.

Na avaliação do executivo, regiões agrícolas maduras, como o Oeste baiano, já possuem reservas importantes de fósforo acumuladas no perfil do solo, o que abre espaço para estratégias de adubação mais eficientes e menos expostas à volatilidade internacional do enxofre.

Durante a entrevista, Barreto também reforçou que o uso do fosfato natural reativo exige recomendação técnica adequada e acompanhamento agronômico, principalmente em áreas de abertura, onde ainda é necessário combinar fontes de fósforo de liberação imediata para garantir o arranque inicial da cultura.

A Itafos destacou ainda sua estrutura de atendimento na região, com equipe técnica e agronômica disponível para orientar produtores sobre manejo, eficiência agronômica e estratégias de fertilização diante do atual cenário internacional.

Com operação baseada em Arraias, a cerca de 200 quilômetros de Luís Eduardo Magalhães, a companhia vê o Oeste da Bahia como uma de suas principais regiões estratégicas no Brasil. Segundo Barreto, além da proximidade logística, a região concentra produtores altamente tecnificados e atentos às mudanças do mercado global de fertilizantes.

Barretto também abordou o crescimento da demanda por soluções mais adaptadas aos solos tropicais e a importância de ampliar a segurança no abastecimento de fertilizantes em um momento de forte instabilidade geopolítica internacional.