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Importação de fertilizantes fosfatados pode cair até 25%: I-Active surge como alternativa nacional

I-Active é aposta do agro contra crise do SSP

O mercado brasileiro de fertilizantes fosfatados entra em um período de maior pressão sobre custos e margens agrícolas. Durante o Fórum Mais Milho, realizado em Brasília, o diretor-técnico adjunto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Maciel Silva, afirmou que a importação e o uso de fertilizantes fosfatados podem recuar entre 20% e 25% em relação a 2025, diante do aumento dos custos e do estreitamento das margens no campo.

O cenário aumenta a importância de alternativas capazes de fornecer fósforo às lavouras sem reproduzir integralmente a dependência da cadeia internacional. É nesse contexto que o I-Active, fertilizante fosfatado da Itafos, ganha espaço.

I-Active: alternativa nacional ao fosfato importado

Produzido no Brasil pela Itafos, o I-Active é um fosfato natural reativo de origem sedimentar, desenvolvido a partir da rocha fosfática extraída em Arraias, no Tocantins.

Seu diferencial está na elevada reatividade da matéria-prima e na capacidade de disponibilizar fósforo de maneira gradual no solo. O produto possui 12% de P₂O₅ total, além de cálcio e silício, e apresenta mais de 90% de disponibilidade do fósforo em até três safras.

Em um momento em que produtores podem reduzir o uso de fertilizantes por causa dos custos, a eficiência da aplicação passa a ser ainda mais importante. A questão deixa de ser apenas quanto custa uma tonelada de fertilizante e passa a envolver quanto fósforo colocar no solo.

Nesse cenário, o I-Active apresenta uma característica estratégica: não depende de acidulação com ácido sulfúrico para disponibilizar o fósforo.

Isso reduz a exposição do produto a uma etapa específica da cadeia internacional de matérias-primas e amplia as alternativas disponíveis para o agricultor brasileiro.

Produção nacional

Além da característica agronômica, a localização da Itafos representa outro diferencial.

A empresa possui operação em Arraias, no Tocantins, região estratégica para o atendimento do Matopiba. A produção nacional e a proximidade de importantes áreas agrícolas podem contribuir para uma logística mais eficiente em comparação com fertilizantes que chegam pelos portos e precisam percorrer longas distâncias até as propriedades rurais.

Fósforo para diferentes culturas

O I-Active foi desenvolvido para diferentes sistemas agrícolas e pode ser utilizado em culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, café e pastagens.

Sua proposta é oferecer uma fonte de fósforo de liberação gradual, podendo participar de estratégias de construção da fertilidade do solo.

É um produto com granulometria uniforme e de alta densidade, o que confere aumento da superfície de contato com o solo e por consequência melhora a reatividade.

Além disso, é compatível para mistura com outros fertilizantes e corretivos; tem baixo custo por ponto de fósforo; solubilidade controlada e com disponibilidade imediata e gradual (slow release).

Esse aspecto ganha relevância justamente quando o produtor precisa tomar decisões mais criteriosas sobre o pacote tecnológico da lavoura. A própria CNA alertou que a redução excessiva do uso de fertilizantes pode comprometer o potencial produtivo e aumentar a vulnerabilidade das culturas a condições climáticas adversas.

Novo cenário

A possível queda de 20% a 25% no uso e na importação de fertilizantes fosfatados sinaliza uma mudança no comportamento do mercado. Para o produtor, o desafio será manter a produtividade enquanto administra custos mais elevados e maior incerteza internacional.

Nesse contexto, soluções como o I-Active ganham relevância por reunir produção nacional, rocha sedimentar de alta reatividade, disponibilidade gradual de fósforo e menor dependência do enxofre utilizado na acidulação.

Mais do que substituir um produto importado, a alternativa é ampliar as possibilidades do produtor brasileiro diante de um mercado global cada vez mais sujeito a oscilações de preços, logística e disponibilidade de matérias-primas.