O mercado brasileiro de fertilizantes atravessa um período de maior cautela. Até agosto de 2026, o Brasil importou 25,38 milhões de toneladas de fertilizantes, volume 13,8% inferior às 29,43 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A redução ocorre em um ambiente marcado por tensões geopolíticas, riscos logísticos, preços elevados de matérias-primas e dificuldades de crédito. Em agosto, a situação ficou ainda mais evidente: as importações brasileiras de fertilizantes químicos recuaram 43,2% na comparação anual, enquanto o preço médio dos produtos importados avançou 12,8%.
Mais do que representar uma queda nas compras externas, esse movimento coloca em evidência uma questão estratégica para o agronegócio brasileiro: como manter o fornecimento de nutrientes essenciais em um mercado internacional sujeito a oscilações de preço, logística e disponibilidade?
É nesse contexto que fontes nacionais de fósforo, como o fosfato natural reativo, passam a ter maior relevância para o planejamento da adubação.
Menor importação não significa menor necessidade de fertilizantes
A redução das importações não deve ser interpretada automaticamente como uma redução proporcional da necessidade de fertilizantes nas lavouras. Estoques, compras antecipadas, entregas internas e o calendário agrícola também influenciam os números.
O fósforo, porém, continua sendo um dos nutrientes fundamentais para a agricultura brasileira. Em solos do Cerrado, onde a disponibilidade natural de fósforo pode ser baixa e a capacidade de retenção do nutriente é elevada, o planejamento da adubação fosfatada é particularmente importante. Estudos da Embrapa destacam a necessidade da adubação fosfatada para alcançar níveis satisfatórios de produção e apontam os fosfatos naturais reativos como uma possível alternativa quando apresentam adequada eficiência agronômica.
Ao mesmo tempo, a própria pesquisa brasileira mostra que a eficiência de um fosfato natural depende de características como origem mineral, solubilidade e condições de aplicação. Ou seja, não basta falar em “fosfato natural”: é necessário avaliar a qualidade e a reatividade da fonte utilizada.
Por que o fosfato natural reativo ganha espaço?
Em um cenário de maior volatilidade dos fertilizantes, uma das alternativas para o produtor é diversificar as fontes de fósforo utilizadas no planejamento nutricional.
O fosfato natural reativo apresenta uma característica importante: o fósforo não precisa necessariamente ser disponibilizado todo de uma vez. Dependendo da fonte e das condições do solo, sua solubilização pode ocorrer progressivamente, permitindo que parte do nutriente permaneça disponível ao longo de diferentes ciclos agrícolas.
Essa característica pode ser particularmente interessante em estratégias de construção e manutenção da fertilidade do solo, nas quais o objetivo não é apenas atender à demanda imediata da cultura, mas também trabalhar a disponibilidade de fósforo ao longo do tempo.
A literatura científica demonstra, entretanto, que a resposta agronômica dos fosfatos naturais reativos varia de acordo com a fonte e a forma de aplicação. Por isso, a escolha do produto deve considerar sua origem, reatividade, solubilidade, características do solo e recomendação agronômica.
I-Active: fosfato natural reativo produzido no Brasil
É nesse mercado que a Itafos atua com o I-Active, um fosfato natural reativo produzido a partir da rocha fosfática de sua operação em Arraias, no Tocantins.
O produto tem origem sedimentar e alta reatividade natural. O I-Active possui 12% de P₂O₅ total, 13% de cálcio e 14% de silício, além de apresentar disponibilidade superior a 90% do fósforo ao longo de três safras.
Essa característica cria uma possibilidade diferente para o planejamento da adubação: em vez de concentrar toda a disponibilidade do fósforo em um único momento, o produtor pode utilizar uma fonte de liberação gradual em estratégias voltadas à construção da fertilidade.
O I-Active é indicado pela Itafos para culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, café e pastagens, além de áreas destinadas à construção de fertilidade, incluindo abertura de áreas e recuperação ou manutenção de pastagens.
Uma alternativa em um mercado mais exposto
A importância de fontes nacionais também está relacionada à cadeia de produção dos fertilizantes.
O cenário internacional de 2026 mostrou como conflitos, restrições logísticas, preços de energia e matérias-primas podem alterar rapidamente as condições de compra dos fertilizantes. O próprio recuo das importações brasileiras ocorre em meio a esse ambiente de maior incerteza.
Nesse contexto, ampliar o número de alternativas disponíveis para o produtor pode contribuir para reduzir a exposição de sua estratégia de fertilização a um único tipo de produto ou origem.
No caso do I-Active, há ainda uma característica específica: por ser um fosfato natural reativo, sua produção não depende da mesma etapa de acidulação com ácido sulfúrico utilizada na fabricação de determinados fertilizantes fosfatados convencionais. Isso reduz a exposição dessa fonte específica às oscilações do mercado de enxofre.
A Itafos produz o I-Active em Arraias (TO), aproximando uma fonte nacional de fósforo de importantes regiões produtoras do Cerrado e do Matopiba.
Eficiência do fósforo passa a ser ainda mais importante
Em um ambiente de crédito mais restrito e custos elevados, a discussão sobre fertilizantes não se resume à quantidade aplicada.
O produtor precisa considerar quanto custa cada unidade de nutriente, como o fósforo será disponibilizado no solo, qual é o objetivo daquela adubação e como o investimento se comportará ao longo dos ciclos agrícolas.
Essa análise ganha importância porque reduzir indiscriminadamente a adubação pode comprometer a fertilidade do solo e o potencial produtivo das áreas. Por outro lado, a escolha de fontes mais adequadas ao sistema de produção pode permitir um planejamento nutricional mais eficiente.
I-Active Itafos: fósforo para o planejamento da próxima safra
Em um mercado de fertilizantes mais volátil, conhecer diferentes fontes de fósforo pode fazer parte de uma estratégia de gestão de custos e de fertilidade.
O I-Active combina fosfato natural reativo de origem sedimentar, produção nacional e disponibilidade gradual de fósforo, podendo ser considerado em diferentes sistemas de produção e estratégias de manejo.
Para conhecer as características técnicas do produto e avaliar sua aplicação de acordo com as condições de cada área, o produtor deve consultar a equipe técnica da Itafos e seguir as recomendações agronômicas adequadas.



