O mercado brasileiro de fertilizantes entrou em setembro sob atenção. As importações de adubos e fertilizantes químicos perderam ritmo e ficaram 26,1% abaixo do registrado no mesmo período de 2025 nos oito primeiros dias úteis do mês. O movimento ocorre depois de uma queda de 43,2% nas importações em agosto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Embora a redução das importações não represente, neste momento, uma falta generalizada de fertilizantes no Brasil, o cenário reforça a importância de acompanhar de perto a oferta, os preços e a capacidade de abastecimento do mercado. Para o produtor rural, especialmente às vésperas de uma nova safra, ter acesso a fertilizantes de qualidade e contar com fornecedores confiáveis pode fazer diferença no planejamento da atividade.
Nesse contexto, o enxofre ganhou ainda mais relevância. O nutriente é fundamental para a agricultura e participa de cadeias importantes da produção de fertilizantes. Ao mesmo tempo, a disponibilidade e o preço do enxofre no mercado internacional podem afetar os custos de produção e, consequentemente, a formação de preços dos fertilizantes.
Enxofre é peça importante na produção de fertilizantes
Esse movimento ocorre em um momento de forte valorização do enxofre, matéria-prima fundamental para a produção de ácido sulfúrico, que por sua vez é utilizado na fabricação de importantes fertilizantes fosfatados. O preço do enxofre no mercado internacional continua próximo a U$$ 1 mil por tonelada, ante cerca de US$ 90 em anos anteriores.
O impacto dessa alta vai além da indústria química. Como o enxofre participa da cadeia de produção de fertilizantes fosfatados como SSP, TSP, MAP , o aumento de seu preço pode elevar o custo desses produtos e pressionar as margens do produtor rural.
Nesse cenário, buscar alternativas para a adubação fosfatada que tenham menor exposição à cadeia internacional do enxofre passa a ser uma estratégia importante. É justamente nesse ponto que entra o I-Active, da Itafos.
I-Active: uma fonte nacional de fósforo
Produzido pela Itafos a partir da rocha fosfática de Arraias, no Tocantins, o I-Active é um fosfato natural reativo de origem sedimentar e alta reatividade. Diferentemente dos fertilizantes fosfatados que dependem de processos de acidulação para transformar a rocha em uma fonte de fósforo de rápida disponibilidade, o I-Active não depende de ácido sulfúrico em seu processo produtivo.
Essa característica ganha importância justamente em um momento de valorização do enxofre. Ao utilizar uma fonte de fósforo que não depende dessa etapa da cadeia, o produtor amplia suas alternativas de manejo e reduz a exposição de parte da adubação às oscilações provocadas pelo mercado internacional de enxofre.
O I-Active possui 12% de P₂O₅ total, além de 13% de cálcio e 14% de silício e disponibilidade superior a 90% do fósforo em três safras.
Fósforo com disponibilidade gradual
Uma das características do I-Active é justamente a forma como o fósforo é disponibilizado no solo. O produto é 100% solúvel, mas apresenta uma solubilidade controlada, com liberação gradual do nutriente ao longo do tempo.
Na prática, isso diferencia o I-Active de fontes de fósforo de liberação mais rápida. A proposta é disponibilizar o nutriente progressivamente, contribuindo para a construção da fertilidade do solo e permitindo que o produto seja utilizado em diferentes estratégias de adubação.
O fertilizante pode ser empregado em culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, café e pastagens, além de ser indicado pela Itafos para a construção da fertilidade em áreas de abertura e pastagens.
Por que o I-Active ganha importância com o enxofre mais caro?
A questão central não é simplesmente substituir um fertilizante por outro. O cenário atual mostra que o produtor precisa considerar cada vez mais a origem das matérias-primas e a exposição de sua estratégia de adubação às oscilações do mercado internacional.
Ao não depender de acidulação com ácido sulfúrico, o I-Active oferece uma alternativa dentro dessa cadeia. Isso não significa que o produto esteja imune a todos os movimentos do mercado de fertilizantes, mas que sua produção não está vinculada à necessidade de utilizar enxofre nessa etapa específica.
Para o produtor, essa diferença pode ser relevante principalmente em períodos de maior volatilidade dos preços dos insumos.



